Direção defensiva: dicas para dirigir sem sustos

Dirigir um veículo é relativamente fácil. O que realmente é difícil é guiar com sabedoria e de forma defensiva, algo que muita gente acredita ser bobagem, mas que reduz as chances de acidentes. Enumeramos algumas simples — mas preciosas — dicas de direção defensiva, que podem fazer a diferença na hora de evitar uma acidente. Mais do que habilidade, a direção defensiva e civilizada é uma questão de conduta.

Conceito: Direção defensiva é nada mais do que uma forma de guiar que permite ao motorista antecipar as situações de risco, evitá-las ou pelo menos se distanciar delas, preservando sua segurança e a de seus passageiros.

Acidentes: Não acontecem por acaso, obra do destino ou azar. Na maioria absoluta das ocorrências, a falha é humana. Vale lembrar, também, que quase toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.

O veículo: Possui recursos importantes, ativos e/ou passivos, para evitar situações de perigo ou minimizar suas consequências. Por isso, fazer a correta manutenção do carro para faz parte do “pacote” de direção defensiva.

Posição ideal de dirigir: Braços e pernas devem ligeiramente dobrados, corpo encostado no assento e encosto com ângulo próximo a 90 graus e encosto de cabeça na altura dos olhos do motorista.

Cinto de segurança: Deve ser usado por todos a bordo, sem exceção. Sem ele, passageiros do banco de trás poderão ricochetear no interior do veículo, causar ferimentos nos que vão à frente e ser lançados para fora.

Crianças: Com menos de 10 anos de idade vão no banco traseiro, acomodadas em cadeirinhas ou boosters de acordo com sua altura e peso. Acima disso, ainda lá atras, presas pelo cinto de segurança.

Ao volante: Deve-se evitar freadas e manobras bruscas e sempre sinalizar os movimentos, como mudanças de faixa. Parece óbvio, mas muita gente esquece de ligar o pisca ao fazer uma conversão e leva uma trombada pela traseira.

Visibilidade: Quanto mais se enxerga em volta menor é o perigo. Os três retrovisores devem estar em posição que o motorista não tenha que virar muito a cabeça para vê-los.

Concentração: Celular tocando e rádio ligado reduzem a concentração. Melhor desligar o telefone e não ouvir o som muito alto. Coisas simples que fazem enorme diferença.

Condicionamento: O corpo criar respostas automáticas aos momentos de risco. Muitas vezes, por exemplo, desviar de um obstáculo é melhor que frear diante dele. Racionalize essas situações e treine para reagir assim.

Velocidade: A 100km/h um veículo está percorrendo 30 metros por segundo. Esse é o tempo e espaço para perceber um problema, identificá-lo e reagir a ele. É pouco tempo. A solução é manter a maior distância possível dos outros veículos e dos obstáculos. Vale usar a regra dos dois segundos: esse é tempo mínimo entre a passagem do veículo que vai à sua frente e a do seu veículo por um mesmo ponto fixo às margens da rodovia.

Aditivos: O uso de bebidas alcoólicas, drogas e rebites antes de dirigir é meio caminho andado para o acidente. Evitá-los é ser defensivo.
.
Comportamento: Dirigir em zigue-zague, ultrapassar pela direita, seguir pelo acostamento nos congestionamento, andar colado ao veículo dianteiro e fazer “guerra” de faróis à noite são atitudes que abrem caminho para acidentes. Não agir dessa forma é evitar uma tragédias.

Tamanho: Não é documento. Vale o bom senso: abra caminho para quem estiver mais rápido, independentemente do tamanho.

Sinalização: A placa dizendo “reduza” não foi colocada à toa. Obedecer à sinalização é dirigir defensivamente.

Chuva e neblina: Piso molhado reduz o atrito dos pneus, diminui a aderência nas curvas e o espaço necessário para as frenagens. Além disso, a aquaplanagem acontece já a partir dos 60km/h nos carros mais leves. Nesse caso, não freie: tire o pé do acelerador e deixe o carro “furar” a água.

Serras, pontes e túneis: Nas serras, use a mesma marcha para descer e para subir — e nunca a “banguela”. Pontes em nível um pouco acima do da estrada impossibilitam ver adiante. Então, reduza pelo menos um pouco a velocidade para evitar surpresas. O mesmo vale para túneis, mas por conta da diferença de luminosidade.

Fonte: Extra Globo

2016-08-01T16:01:25+00:00 5 de agosto de 2016|